Prefeito licenciado de Teresópolis aciona Justiça para manter afastamento; Câmara determinou retorno

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Tricano falou pela primeira vez sobre motivo do pedido de afastamento por seis meses da prefeitura no interior do RJ.

Mário Tricano, prefeito licenciado de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, entrou com um recurso para que a Justiça revogue a decisão da Câmara, que suspendeu a licença de até 180 dias solicitada por ele. Pela lei orgânica do município, a partir da decisão dos vereadores, Tricano deverá voltar ao executivo até a primeira quinzena de novembro para não perder definitivamente o cargo.

Tricano conversou com a repórter da Inter TV, Maria Valente, nesta quinta-feira (26) em seu escritório de advocacia no bairro Agriões. Ele falou sobre a decisão da Câmara de Vereadores de cancelar a licensa, pagamento do salário dos servidores públicos e de outras questões.

Tricano está afastado do cargo a dois meses. Segundo os vereadores, apesar de ter pedido licença para tratar de assuntos particulares, ele continua cumprindo a agenda oficial do município.

Na rede social da Prefeitura, a assessoria postou vídeos em que Mário Tricano aparece em inaugurações no mês de setembro.

Confira a entrevista com o prefeito

Maria Valente – O senhor vai voltar (para o cargo), prefeito?

Ser prefeito da minha cidade é um prazer imenso. Já o sou pela quinta vez, aliás, único prefeito do Brasil eleito por cinco vezes. Quando chegar a determinação legal, evidente que retorno. Vou interromper o período que eu preciso, que me foi concedido pela Câmara de até 180 dias e que, arbitrariamente, foi retirado. Vou correr atrás desse prejuízo como já estou fazendo na Justiça. Se conseguir, tudo bem. Vou voltar em um momento oportuno. Se não conseguir, vou respeitar a Justiça e volto imediatamente.

Maria Valente – Por qual motivo o senhor está comparecendo às inaugurações?

Olha, a gente teria que rasgar a constituição. O direito de ir e vir do cidadão é sagrado. Eu posso estar na Inter TV, na televisão que quiser, na praça que eu quiser, no momento que eu quiser, exceto nas áreas restritas. Então, ninguém pode me impedir de eu estar em um evento, de estar na rua, andando na cidade. Eu não estou impedido, eu estou licenciado para tratar de assuntos particulares. Só isso.

Qual o motivo para o pedido de afastamento por até 180 dias?

Eu tirei porque eu tenho três prédios para serem reformados, meus, de minha propriedade particular. Eu tenho o meu hotel que eu preciso colocar coisas em dia, meu haras e minha fazenda. Tudo isso estava relativamente parado e eu tive que resolver isso, como coisas jurídicas aqui no escritório e eu precisava de tempo. Se eu uso o tempo da Prefeitura para fazer coisas particulares, eles iam me acusar.

Tricano também falou sobre o pagamento dos servidores públicos:

Com relação a falta de pagamento de funcionário, eles nunca dizem que, quando eu assumi em 22 de janeiro, tinham três folhas de pagamento atrasadas e que eu as coloquei em dia, e que quando eu me afastei no dia 28 de agosto, eu deixei apenas 20 dias de 40% da folha atrasada. “O resto” foram pagas.

O senhor tem ido todo dia à Prefeitura ou quase todo dia?

Não. Não vou nunca à Prefeitura. É a coisa mais difícil.

Dizem que o senhor está sempre lá e com o seu carro estacionado na vaga:

Nada disso. Vez ou outra, é muito difícil, eu vou lá. O prefeito (Sandro Dias), às vezes, quando quer conversar comigo vem aqui ( no escritório), ou algum secretário também. Aqui é o meu escritório, a qualquer hora que me procurarem, vão me encontrar aqui.

G1

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