PM e ex-bombeiro são presos em operação contra milicianos em Caxias

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O cabo da Polícia Militar Luiz Fernando Rodrigues dos Santos e o ex-sargento do Corpo de Bombeiros Gilson da Silva foram presos em uma operação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBH), na manhã desta quarta-feira. Eles são investigados de participarem de uma milícia que atua como um grupo de extermínio em Duque de Caxias.

Um terceiro homem, Márcio Luiz Peres dos Santos, também foi preso. Ele também é miliciano e não estava com mandado de prisão expedido, mas foi preso por porte de arma de fogo e com um carro, que foram apreendidos. Além dos mandados de prisão, os agentes ainda cumprem outros 10 de busca e apreensão.

“O ex-bombeiro foi preso em casa, na Rua Ribeiro Filho, no bairro Pilar. Ele foi expulso do Corpo de Bombeiros por envolvimento com o crime organizado”, conta o chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), o delegado Antônio Ricardo Nunes.

Até o momento, foram apreendidos seis pistolas, seis facas, um drone com câmera – que a polícia acredita que era usado para vigiar traficantes -, relógios, algema, muitos carregadores de armas, diversas munições, cordões, anéis, computadores, celulares e um cadernos com anotações – com o nome de pessoas e datas, que acredita-se para o recolhimento de dinheiro.

Na casa de Gilson, os agentes encontraram ainda um chapéu escrito “Os Mercenários”. A polícia acredita que este seja o nome do grupo, que tem aterrorizado moradores e comerciantes do bairro Pilar.

A polícia vai investigar também se Gilson usava uma carteira falsa do Corpo de Bombeiros. Um documento da corporação foi encontrado com ele.

De acordo com as investigações, o ex-bombeiro é um dos chefes do grupo. Ele e o comparsa são acusados de envolvimento em dois homicídios e uma tentativa de homicídio.

Carro apreendido com Márcio Luiz Peres dos Santos – Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

O PM preso é lotado no 39º BPM (Belford Roxo). Ele havia sido expulso da corporação por extorsão e retornou há pouco tempo através de uma decisão judicial. Com ele foi encontrada uma arma com a numeração raspada.

De acordo com o titular da DHBF, o delegado Moisés Santana, a investigação que levou à prisão dos três milicianos nesta quarta é do ano passado e foi instaurada na própria DHBF. “Esse é um grupo sanguinário que forma um bando de extermínio que estava travando uma guerra com traficantes da região. Vamos continuar apurando para saber se eles tinham o objetivo de expandir seus domínios”, contou Santana.

O Dia

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